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Lançamento do livro D. Pedro II e seus amigos Judeus.

Caros amigos,

estou reiniciando o meu blog, e com auspiciosa notícia: no dia 31 de agosto estarei lançando o meu mais recente livro:

"D. Pedro II e seus Amigos Judeus" da Editora Kelps. 

Será no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, numa parceria com o Museu Judaico. Uma pesquisa de cinco anos feita no Museu Imperial de Petrópolis, no IHGB, na Biblioteca Nacional e em todos os livros e artigos que pudessem mencionar os judeus.  A Cada descoberta, uma grande alegria. Ei-lo enfim.

 

 



Escrito por Sonia Sales às 19h41
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Foto de Sonia Sales



Escrito por Sonia Sales às 18h05
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AUTO-RETRATO

Manequim de madeira
carcomido
empoeirado
esquecido no canto
como velhas lembranças.
Manequim articulado
num eterno abraço
coração vazado, sorriso
sem alma.


O sótão é seu abrigo
o silêncio, seu amigo
um girassol, seu amor.

Manequim abandonado
que da sorte se
perdeu.

Sou eu.


Escrito por Sonia Sales às 17h13
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ONDE BUDA ME LEVAR

Quando de lenha for meu corpo,
queime-o para que uma vez mais
tua alma, com ele se aqueça.
E no vazio, sem forma, onde não
terei mente, cor ou cheiro, onde
não há velhice nem morte, onde
não há sofrimentos ou medo,
em perfeita compreensão, sem obstáculos,
encontrarei o Nirvana.

Quando a noite chegar,
talvez...
outro já seja o meu espaço,
uma partícula, um átomo, um
pequeno pássaro, uma alegria.
Quem sabe?
Juntos estaremos, uma vez mais.


Escrito por Sonia Sales às 17h12
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SOU APENAS O SILÊNCIO

Sou apenas o silêncio
um momento de enlevo, de almas
que ainda não existem.
Um gesto, um olhar
a arritmia das ondas batendo na praia.
O fluxo da correnteza
arrastando toalhas e cangas, na melancolia
dos sentimentos.
Meus sonhos, na soca do redemoinho
sem volta, pastiche de mim
imitando a realidade.
Minha ansiedade é o tempo, seu brilho
mortal. Do meu corpo
a carência da minha mente,
o relógio de pulso.
Preciso nadar com as marés
esvaziar a ampulheta,
realizar ao que vim
ter coragem, chegar onde vou.


Escrito por Sonia Sales às 17h12
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MEDITAÇÃO

No lodo do rio
talhado de sangue dos infiéis
naves contraditórias descem na correnteza
procurando certezas
de uma eternidade
que só Deus nos pode dar.

Como o lótus nascido do silêncio
o monge medita as transições da lua,
a transparência do vidro,
o silêncio,
o nada ser, para alcançar o sempre.
Sentindo que sem a esperança do eterno
não há o sentido da vida.
Sem o saber do infinito
não há para que uma alma.


Escrito por Sonia Sales às 17h11
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RIO DE JANEIRO

Um triângulo, uma espátula,
um caminho de caracóis.
Um círculo cercado de ouro.
É cabala
Alegria escorrendo dos olhos
desperdiçando o interlúdio.
Tradição escolhendo dados.
Uma orquídea regada de amor
brilhando ao raiar da aurora.
Um cisne coroado de estrelas.
Sorrindo, o despertar.

O bate-estacas dos canteiros,
um buzinar diferente,
o ruído das ondas, o mar.

É dia, é dia!
A cidade aos poucos se rende
aos meandros do sortilégio,
aos candeeiros das montanhas,
à placidez da Lagoa.
É femina luz.
É o Rio.


Escrito por Sonia Sales às 17h08
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ARRITMADO CORAÇÃO

Um anel de filigrana tão fino
que flutuasse em volta de si mesmo
como uma nuvem de pétalas.
Um silêncio tão deserto que num
grande palco destilasse sonhos.
Linhas esticadas, exaustas de tensão
mantendo a Vida e a Terra.

Tudo é o Nada, o indizível.
Arritmado,
só o coração.


Escrito por Sonia Sales às 17h07
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ESTÁTICA

Juntam-se as partículas
eletricidade formando.
ESTÁTICA ESTÁTICA
Choque!
Suas mãos no meu corpo
seus olhos nos meus
ESTÁTICA ESTÁTICA
Apenas cinética
minha alma é gráfica.
No computador, meu
coração um unicórnio.
Um ícone é meu lar.


Escrito por Sonia Sales às 17h07
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NO ELEVADOR

Neon em reflexo de estrelas.
Cristal em céu costurado
de espelhos.
Um quadrado maior que o Universo.

O elevador parou entre
o quinto e o sexto andares
sem computador, nem ampulhetas.
Num instante, milhares de anos.
O espaço cósmico em branco.
Um homem, uma mulher,
como no início do início.


Escrito por Sonia Sales às 17h06
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OUVINDO O SILÊNCIO

Ouve o silêncio que me escuta, permite
Que eu ame a tua sombra, se é só o que me resta,
amarei a terra que pisas, e os teus sonhos
a água que lavou os teus cabelos, e o teu cheiro
o papel da máquina que escreves, se é o que me resta.
Vem que é hora do sereno, sente o maestro
regendo a sinfonia, no calor da noite que me afaga.
Ideais mantidos em surdina, esquecendo o vazio
dos sentidos, de sexo apenas sexo, na lembrança
do amor eterno. E no poder do plenilúnio
escutando as lamúrias do vento, ouve
o silêncio que me escuta, reflete:
o meu amor é mais que o nada, se é o que te resta.


Escrito por Sonia Sales às 17h05
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